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Sessão HUPEpoca! Filme: O Fabuloso Destino de Amelie Poulain

Olá, leitor do Blog Hupe!

Hoje é dia de HUPEpoca, dia de falar sobre cinema!

Talvez você já tenha ouvido falar sobre o filme que vou comentar, mas é difícil encontrar quem o tenha visto.
É uma produção francesa de 2001, chamada O Fabuloso Destino de Amelie Poulain. 




Justamente por não ser uma produção vinda de Hollywood ou de qualquer outra parte dos EUA, logo no início do filme já sentimos uma atmosfera diferente. Os diálogos são rápidos e inteligentes, as expressões faciais e detalhes nas cenas são muito importantes para que o telespectador consiga compreender e sentir a história como um todo. E não é diferente com "Amelie Poulain".


"Em 3 de setembro de 1973, às 18:28:32, uma mosca califorídea, capaz de 14.670 batidas de asa por minuto, pousou na Rua Saint Vicent, em Montmartre; No mesmo segundo, num restaurante perto do Moulin-de-la-Galette, o vento esgueirou-se como por magia sob uma toalha fazendo os copos dançarem, sem que ninguém notasse; (...) Ainda nesse mesmo segundo, um espermatozóide de cromossomo X, pertencente ao Sr. Raphael Poulain, destacou-se de um pelotão e alcançou um óvulo pertencente à Sra. Poulain. Nove meses depois, nascia Amélie Poulain."

E assim começa a história de Amélie, que dividida entre a histeria da mãe e o tratamento distante do pai, foi educada em casa, sem contato com outras crianças.
Seu pai, sempre severo, fazia com que a garota passasse por exames cardíacos mensais ministrados por ele mesmo, em que identificava uma espécie de "aceleração" anormal no coração da menina. Dessa forma, ela foi criada afastada de outras pessoas, sem nunca o pai reparar que a "aceleração" se dava pelo fato de Amelie ficar nervosa com a sua presença.
A saída de Amelie era refugiar-se na própria criatividade, até o dia em que pode sair de casa.

E é morando sozinha que a sua vida muda. E muda por culpa de Lady Di, que morrendo em um acidente de carro, faz com que Amélie se assuste com a notícia, derrubando a tampa do frasco de perfume, que bate num azulejo e revela um antigo tesouro escondido na parede: uma caixinha guardada há 40 anos, cheia de brinquedos e coisas infantis.

Então, Amélie sai à procura do dono da caixa e decide que, se a vida dele mudar ao recebê-la de volta, ela passará a ajudar as pessoas a transformarem suas vidas.

E assim segue o destino de Amélie, que com pequenos e impensáveis gestos (por conta da sua excessiva timidez e falta de tato social) ajuda e transforma a vida das pessoas que estão próximas, vendo nisso um sentido novo para a sua existência.

Pelo caminho de Amélie passam inúmeras pessoas, desde uma atendente de balcão hipocondríaca, até um colecionador de fotos 3x4 de desconhecidos, por quem se apaixona. E é nessa hora que o telespectador fica encantado com a mistura de timidez e sagacidade da personagem. Ali, o medo de se aproximar competindo com a vontade de conhecer o rapaz, rende algumas belas cenas, memoráveis pela delicadeza.

No fundo, o filme fala sobre o encontro do amor, a sincronicidade e a descoberta do sentido na vida de cada um.


Com uma atmosfera de uma estranheza familiar, o mundo de Amélie Poulain acaba sendo surpreendentemente parecido com o que vivemos e é isso que dá o toque especial à narrativa. A fotografia do filme, tão elogiada pela crítica, nos proporciona efeitos interessantes nas cenas, além de ser a responsável pelo misto às vezes não tão sutil, de fantasia e realidade. Os atores são bárbaros, mas o destaque fica mesmo com Audrey Tautou (de O Código Da Vinci), que com a sua melancolia e inocência de olhos arregalados, nos prende até o final dessa fábula tão colorida, divertida, emocionante e atemporal. Além disso, a trilha sonora completa a tríade perfeita, fazendo desta uma obra inesquecível!


Abaixo, o trailler legendado do filme:








Ficha Técnica
Diretor: Jean-Pierre Jeunet
Elenco: Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz, Rufus, Yolande Moreau, Artus de Penguern, Urbain Cancelier, Dominique Pinon, Maurice Benichou.
Produção: Jean-Marc Deschamps, Claudie Ossard
Roteiro: Jean-Pierre Jeunet e Guillaume Laurant
Fotografia: Bruno Delbonnel
Trilha Sonora: Yann Tiersen
Duração: 120 min.
Ano: 2001
País: França




Espero que você tenha ficado curioso para assistir!
E se você já viu, deixe o seu comentário sobre o que achou do filme!


Saudações Hupe!
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